sexta-feira, 31 de outubro de 2008

De asas, Águia.

Se vem do subconsciente, telha vertente, protetora da luz reluzente
Do pensamento comunicado...

Origem de fértil terreno que transborda como banho de luz...
Tornando nítida impressão da experiência humana.

Chama que não termina, clarão que se propaga.
No dorso da realidade, fatalidade do pensar, necessidade e conquista.

Prumo da consciência...

Verdade que determina, o alimento da criação.

17/10/08

O designer do Eu.

Transformo claro o nítido ambiente com recurso cintilante
das lentes leves ainda claras.

Proporciono satisfação sem tanta percepção...
Da beleza do ambiente que me abriga na ausência.

Do que sinto sobre o local, no desenho das perspectivas que me cercam, sou objeto desta, um abrigo tornado lar.

17/10/08.

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Translúcido olhar.

Longa jornada para encontrar, muitas tardes e manhãs descalço.
Poucas paradas e nenhum repouso. Por noites a fio quisera eu te tomar,
Divino alvo das minhas palavras. És Sabedora de tal fascínio?

É nos teus fluidos e cheiros que me perco, para que em tuas lembranças eu seja o suor que desperta contigo na noite mal dormida, te fazendo mulher apaixonada.

Trilhas me levaram além mar nesse horizonte e por onde quer que navegue te vejo assim: Sentindo o meu toque profundo ventilando nos teus mistérios e libertando o que faz tua alma gozar.

Vaporizado no teu delírio, arranjo o altar neste ritual. Sangrando alvo sémen nos teus seios, banho claro tua beleza. És sabedora da hipnose que causa tua presença? Sou teu homem e único seja, o translúcido olhar que provoca o teu prazer.

Reflexões sobre a fêmea.

Os problemas da minha vida refletidos ao luar te influenciam,
E as tragédias circundam nossas vidas.
Atenuas lágrimas secam sem cessar nas máscaras tristes.

Um lugar mágico entre irmãos e irmãs órfãs que crêem no apocaliptico.
Mundo sombrio iluminado por astros e estrelas que derramam consolo.

Os problemas de minha vida despertam sim com tua luz solar,
Na terra forjada de ódio e alegria,
Morada iluminada de descobertas.

Terra vestida de prazer e medo.
Lar dos que necessitam crescer.

Terra nua, de beleza infinita.
Uma fêmea rubra com seus pecados e encantamentos.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Um inverno.

Ventila em brilho contínuo vindo lá do horizonte
Frescor de rara origem proeminente do oceano.

Vem banhando de esperança, corpo, cabeça e mente.
Dissolvendo nódulos e refazendo amenos dias.

Consigo vejo com clareza a húmida certeza.
De longe partículas nos trazem vento frio de força alteza.

Sou sabido que a corrente vem carregada de marasmo.
Trancando nas residências, pernas duras e coxas frias.

Rios de sal.

Gotas que correm seguindo a força da gravidade,
Gotas que desenham rios pela face.

Sonhos que se rompem, castelos destruídos.
Saudade, amor e desespero.
Lágrimas partidas.

Do medo que se sente só,
No excesso da paixão.
Sentimento de raiva, pavor na despedida.

Gotas que desmontam vida no indivíduo
Sal, líquido, tristeza.

Gotas que se perdem sem clareza.
Do amor que se está envolvido, lágrimas que se doam manchando no rosto o sorriso.

Do medo de não ser importante, de se está só.
Sem consolo que se faça eficaz, da fragilidade de ser vida.

Dualidades

O nascimento do universo
A criatura

A origem da beleza
A pureza

O elixir da longevidade
A alquimia

A mitologia Grega
O ritual

A descoberta do pensamento
A filosofia

A fuga da realidade
A poesia

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Disritmia.

Clarabóia na caldeira ou mastro solto no porão,
Teto vazio em suspensão, abóbada partida.

Frecha guardada no silêncio ou miragem em terra fria.
Chão que não se sente, teia que não se pisa.

Luz no dorso do bóia fria.
Faca sem ponta, boca sem dente, tapete sem trançado, agua evaporada,
Ardor na ventania.

O sono perdido.

Deixei uma trilha a muito tempo esquecida,
Entre passos na areia que se misturaram ao vento.
Lembro das lágrimas derramadas ao som de "A whiter shade of pale".

Terno fui em direção ao sol e jamais me aproximei daquela magnitude.
Sentia profunda compaixão e sonhei como poucos em encontrar sentido!

Alguém para guardar meu apreço...

Não sei se há conheço mas dou-me todo a ela
O amor é por mim idealizado por puro prazer em sonhar,
Já não tenho aquela visão paradisíaca mas não perco a paixão.

Piso agora com sapatos duros o concreto impenetrável da metrópole,
Ainda assim vou em direção ao sol, sem rima e sem noção tentando encontrar alguém que me dê sentido.

sábado, 25 de outubro de 2008

Sobrinha ilha.

O amor que ti irradia faz que com alegria eu a sinta sem pensar.
Teu sangue une-se ao meu pela corrente da família nos tornando virgem ilha, pura areia bela e fina.

Sangue universal de grupos e de texturas formado de tantas misturas nos uniu feito um mar.

O amor que ti irradia, energiza o meu viver e me dá chão para pisar.
Quem anda só nunca está vivo, carrego você comigo aonde quer que eu vá.

Embarcação navega na mente, você figura presente que ilumina meu olhar.
Agua que bebo na fonte, tecido da minha retina, sangria da luz do amar.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

No rabo do cometa.

No vasto rastro eu me encontro perseguindo luzes com devoção.
No sopro supro eu me apanho arranhando o céu azul.

No vasto rastro eu me encontro, perseguindo cores com alegria.
No oco fosso eu me perco subtraído no clarão.

No vasto rastro que não termina risco de felicidade o brilho que me fascina.
Agarrando o fio de luz, mergulhando no espaço sem rancor te deixo aqui.

domingo, 19 de outubro de 2008

Deserto da incerteza

Tardio...
venerado!
Se foi sombra já esquecida, brasa na sola sentida.
Agora culto matriz.

Repentino...
personificado!
Se há tempestosa injustiça, esquecida já se perdeu.
Agora barca ancorada

O terno no baile das cadeiras,
Carrossel da ventanía.

Se jardim florido fostes,
És deserto da incerteza.
Beleza jaz, companhia.

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

A cova do meu violão.

De súbito pelos calcanhares arrebato a fome alheia
Com o canto que semeia o vasto desmedido chão.

De súbito entre os olhos elucido o escuro fosso
que sem brilho fundo fostes perdida e sem noção.

De súbito me alucino como poucos sem razão
feito chave sem portão estendida em pedra fria.

De resto um tanto siso perco a piada e nunca o riso,
traçando no meu violão com longos e finos dedos a verdade que aqui estendo.

Sem eles não há sentido que me cause qualquer paixão.
De súbito o tempo me arrasta sou desejo sou canção.

terça-feira, 14 de outubro de 2008

A palma e o ancião.

Na palma que corre a linha de minha vida, vejo várias vidas escondidas,
Como se fossem estas tudo de mim.

Na palma que agarra com força o destino vejo pele macia como a pele que por diversas vezes aos lábios entreguei.

A pele risco sem rancor, lascas dela penetram tuas unhas de felina.
A pele que vai lentamente se retraindo e engelhando com o tempo.

Na palma de minha mão já contemplo o ancião que só se revelará em minha face quando em face do destino ele viver em mim.

sábado, 4 de outubro de 2008

Mão dupla.

Libélula Zunindo
Cigarra assobiando

Galo cantando
Gato a miar

Jovem sussurrando
Ninfa escondida

Bocas se tocando
Outras a falar

Devaneios de alegria.

Vez em quando a boca silencia
e no prazer da muda intuição estico um sorriso nos lábios.

Vez em quando minha sobrancelha se espanta
e no prazer que meus olhos captam arregalo meus desejos.

As vezes o inesperado irrompe a apatia
e com prazer revela-se jocoso.

Da alegria involuntária que beira o ridículo, liberto-me sem preocupações.
As vezes o inesperado provoca euforia, e vez em quando sinto-me mais que apenas um.

Como se fosse de mim o grito repentino surgido das sombras noturnas, como um desabafo alegre de um louco assumido.

Vez em quando me vejo ali, nas calçadas nuas, na desgraça da alegria repentina.

Vez em quando tudo posso rindo!

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Reencontrei o eixo depois de beirar a loucura
Reencontrei meus sonhos a pouco esquecidos
Reencontrei os anseios e segurando no leme do meu destino reencontrei a mim.

Um oceano.

É justo carregar tanta tristeza
Multidões, em lágrimas perdidas buscam o consolo
É justo subtrair a dor em si
Daquilo que experiencio milhares sofrem
É justo...

Por séculos humanos choram uns pelos outros
É justo eu sentir todas as dores do mundo
É digno e é uma honra.

Milhares choram por mim
E por milhares choro também.
É justo e necessário...