sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

O poeta no novo dia.

O poeta sonhou com uma história trágica e ao acordar apático sentiu que despertou em um novo dia.

Mas não em um dia qualquer...

Sentiu que naquele dia por algum motivo as coisas lhe conferiam um cinismo atípico para a expressão de suas ideias.

Já não via com tanto fascínio o amanhecer barulhento vindo da única janela de seu minúsculo apartamento.

Misteriosamente ele atuou diante de uma plateia enfadonha com quem dividi todas suas experiências... Seu caderno, sua lapiseira e uma borracha antiga.

E ali mesmo desenhou-se uma nova vida, suas lembranças e pensamentos foram ficando no papel cujo destino ele desconhece.

O poeta sabe que no findar do dia nascerá noturno pronto para exclamar sob a lua suas tramas e descontentamentos, ou apenas anseios, segredos, seus medos e lampejos de desejo que só quem está carregado de necessidade se disfarça sem vaidades.

0 comentários: