Deixei segundos invadirem tua morada, antes quis vê-la passar, não escondi o conforto que senti por estar ali junto aos teus momentos guardados, quadros e livros de cabeceira.
Por entre tais paredes aguardei calmamente para desvendar cada janela.
Teu lar sorriu para mim, seus objetos organizadamente dispostos. Neles, impregnado o teu cheiro tão suave.
Seu teto sobre minha cabeça, eu por inteiro e você completamente feliz! Um calor intenso nos uniu sob o ventilador de teto, escorremos todo o perfume...
Você me ganhou, deitado diante da tua beleza feminina fui desembrulhando cada botão, apenas nós, nus no teu apartamento.
Seu olho quis me dizer o que cada cortina agora deve guardar, ainda que haja segredos, agora faço parte deles...
Eu moro aqui, não há portas, teto, não há janelas... Não há cortinas, apenas estes poemas.
Deixo-a entrar, desembrulha agora estes botões e se dispa. Mesmo que não veja meu olhar sentirá que aqui bate o meu coração.
MUTIRÃO CICAS - SABADO E DOMINGO
11 horas atrás

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