sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Das cinzas.

Não! eu não morri.
Fui por dias um deserto tempestuoso de palavras dissolvidas.

Fui por segundos, meses na estiagem. Fui uma ressaca no mar, por longas horas uma ruela maldita.

Mas não, eu não sumi.

Estive em milhares de conflitos, ferido e aflito.
Experimentando o fracasso, diluído em milhares de cacos.

Não era eu por aí, era a sombra na sombra em ausência de luz.

Anjo rebelde experimentando a decaída por não se querer bem.
Mas eu voltei trazendo comigo uma alma fortalecida.

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